Sábado, Agosto 20, 2005
Meus últimos dias de juventude
Estava tão calor! Uma sauna, um forno, o prórpio inferno!
A sala de aula cheia, e esse burbúrio de vozes que cochicham enquanto o professor, já rouco, tenta explicar a matéria, sem sentido, tantas fórmulas, tantas teorias ¿ tudo abstrato.
Eu sinto o suor escorrendo por debaixo do meu braço, pingando das axilas, e dentro de meu peito um fogo que queima na intensidade de uma estrela. Olho para o lado e vejo meu amigo. Ele tenta concentrar-se na aula, mas também não consegue, e move-se de um lado para o outro na carteira, passa a mão pela cabeça, olha o relógio, olha para o quadro-negro e suspira fundo, muito fundo. Tampouco entende ele esse fogo, essa necessidade, esse desejo dentro de mim, e ele me ignora. Ele me olha às vezes de soslaio e se nossos olhares se encontram, ele se retira e mira alguma outra paisagem dentro da sala abafada, sufocada, quase fétida. Meu amigo sabe o quanto preciso dele; ele só não entende a intensidade.
E esse sentimento de desespero aumenta com a temperatura que faz meu sangue ferver, e me faz querer atenção. Eu preciso de atenção, preciso de um abraço, preciso de uma palavra, senão morro!
O professor ralha em alta voz com o aluno que jogou uma bolinha de papel na cabeça da menina CDF, e assim sou despertado de meu sonho. Olho o relógio e sinto sua lentidão como se seus ponteiros se derretessem e não pudessem mais se mover, e todo o peso do tempo está sobre mim e me esmaga, e me sufoca. A boca tagarela atrás de mim fala lenta e espaçadamente sob meu olhar, já não ouço mais nada, meus olhos fraquejam e por um segundo tudo gira em minha mente, e meu coração vai explodir a qualquer momento. A aluna do outro lado da sala me olha o tempo todo e, assim sedutora, pisca para mim. Eu devolvo um sorriso, e atrás desses dentes à mostra escondo toda angústia e desespero que corrói meus últimos dias de juventude.
Eu só preciso de um colo agora, um pouco de carinho, dois braços e uma boca. Eu queria desmaiar, ter um ataque, sair fora de mim. Talvez assim alguém me olha, me toma nos braços, me salva!
Como surpresa, como um presente aos meus ouvidos, a sineta do colégio toca, e eu posso ser libertado, sair dessa sala envenenada, câmara de gás, tortura, e posso ver o sol, o céu, tocar a grama. Agora meus braços alcançam meu amigo e eu posso dar um abraço nele; ganhar um abraço dele.
Eu saio da sala, me sento e espero por ele, lá fora, sob o céu azul e envolvido pela brisa fresca, atento, eu espero, olho para os lados ansioso por meu amigo, e espero... Espero, espero e espero....
Não há amigo; não há abraço...
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Sexta-feira, Junho 24, 2005
Pele branca, poros de fogo.
Eu olho este corpo ao meu lado; tem os olhos fechados.
E eu observo, vejo cada detalhe, cada poro, e suspiro. Eu nao digo uma palavra.
Esta mente nao sabe que eu olho, e seus pensamentos sao outros...
Já os meus pensamentos, estes sao sobre esta pele exposta para mim. Assim branca, firme, rígida e da mesma forma suave e acalentadora.
Minha mente se confunde em mil pensamentos, mas a mente ao meu lado sonha num doce sono profundo, e em meio aos meus suspiros, o peito que repousa ao meu lado - quisera eu repousar sobre ele, respira compassada e tranqüilamente. Eu realmente preciso desse refúgio.
Meu olhar desce por seus ombros, bracos, maos, ai... meu Deus!
Eu me controlo e sei que tenho, ainda, muita forca para omitir meus impulsos e sentimentos. Mas até quando Pai?!
Vale a pena esperar tanto, omitir-me, abafar-me, anular-me e sofrer? Este medo que me impede de tentar e, de uma vez por todas, ser feliz.
Abrir-me é, ao mesmo tempo, caminho para felicidade e solidao. Nesta dúvida quanto a ter ou nao chances, dizer-lhe tudo pode dar-me este amor, ou perder de vez o que ainda chamamos de amizade.
E entao vou adiando e prolongando, penso muito e nao tomo atitudes, e morro a cada minuto... mas sobrevivo na espera do nosso próximo encontro.
Embora só eu saiba o quanto significa cada encontro nosso. Só eu sei o que está em minha mente, em meu peito, e pulsa, e me dilacera.
Os olhares duram para mim eternidades e tento transmitir o que está dentro mim por através das pupilas, que voluntariamente dilato.
Cada toque, cada vez que esbarramos, abro meus poros para absorver-lhe a essência, seu frescor, e deixo que nossas peles se enrosquem em beijos de labaredas de fogo, e queima-me.
Só eu sei o que cada toque significa... e cada olhar... eu digo sem palavras, desconverso, digo e nao digo... e eu já nao entendo mais nada.
Só sei que preciso, preciso, preciso.
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Domingo, Junho 19, 2005
essa pele ao meu lado,
assim branca,
quente, enigmática...
ai!
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Terça-feira, Maio 31, 2005
desculpa a demora...
meu quarto tá cheio de rascunhos de novos textos... mas a preguica pra organizá-los e publicá-los é grande...
eu sei que nao deveria ser tao preguicoso assim...
mas quando nao se tem um computador próprio tudo fica mais difícil...
bom, logo publico algo novo aqui...
obrigado aos que ainda assim continuam visitando meu blog pra ver se tem algo novo!!
obrigado pelos comentários!!
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Quarta-feira, Abril 20, 2005
É sempre do escuro que a tua imagem surge. É sempre à noite, é no silêncio, é na neblina.
Eu fecho os olhos e estico a mão. Apalpo, toco, busco, mas ainda não te encontro.
Você se esconde atrás das nuvens em minha mente. E quando, à luz do dia, a dor é forte, fecho os olhos e te procuro.
Na tua imagem me encontro, me completo - você me ouve e me abraça.
A tua imagem, ela é presente, não se omite e segura a minha mão.
É sempre assim quando a dor aperta: eu fecho os olhos... de olhos bem fechados.
À luz do dia não tem imagem, não tem abraço, e você, eu me pergunto, quem é você?
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Segunda-feira, Março 14, 2005
Se ainda tem alguém que visita meu blog, por favor, nao pense que eu o abandonei.
Nao pare de visitar meu blog, apenas tenha peciência!
Nao tenho muito tempo para publicar textos, mas sempre que der, colocarei algo novo aqui!
Obrigado, um abraco!
Daniel in Köln - Germany
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Terça-feira, Fevereiro 01, 2005
Quando eu acordo no escuro.
Sempre que eu me deito, se ainda está claro, e quando acordo já escureceu, me dá um aperto no coracao, uma angústia - um pavor me sobe pela espinha, o sentimento de que fui deixado pra trás, esquecido. E quando acendo a luz, suado e com o coracao disparado, entao eu sinto as pernas trêmulas, e aos poucos comeco a me acalmar. Mas aí eu fico um pouco desnorteado e com essa pedra na garganta, apenas procurando por quem nao há. Eu procuro nesse escuro quem que está ali pra me proteger, mas nao há. Nao há ninguém que acenda a luz por mim, eu mesmo tenho de apertar o interruptor e reencontrar meu rumo sozinho. E sempre depois que tudo passa, dá uma vontade tao grande de chorar, e às vezes eu choro pra esvaziar minha alma desse pavor e também pela falta desse consolo - eu choro sozinho, e isso é o mais triste.
É triste nao ter esse amigo que te traz um consolo, porque às vezes você diz que tem amigos e vive como se os tivesse, mas nem sempre eles prestam atencao em você, e muitas vezes você precisa deles, mas eles nao percebem, justamente porque, às vezes, pra eles é indiferente. E você se econtra só.
É triste nao ter esse pai, e quando a mae, tê-la longe, e esse consolo gostoso, essa dor curada com alguma coisa de comer e o abraco quentinho de um adulto que te acolhe como debaixo de asas bem grandes e você sente que tudo vai, realmente, ficar bem.
Você aprende alguns truques quando você mesmo deve cuidar de você. Você aprende que tristeza e desânimo às vezes se curam comendo algo que você gosta. Fazer brigadeiro e comer tudo sozinho também ajuda, assar um bolo, escrever, ler O Pequeno Príncipe - mas ao escolher esta opcao você corre o risco de chorar mais, ouvir um corinho de fogo e louvar a Jesus, lavar a louca, e, às vezes, também funciona dormir. Se você nao acordar no escuro, talvez você se anime após a soneca.
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Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Teus passos de elefante
No longo caminho de pedras, pelo qual a gente anda - caminho sem fim, que leva ao lugar de sonho, de descanso, leva além da neblina, leva a este lugar onde a esperanca é algo concreto, e onde você ficará comigo e nao vai me deixar.
Neste caminho, a gente faz barulho ao dar passos. As pedras rolam sob a sola dos sapatos e rocam a terra sobre o chao; uma fina e leve cortina de pó se levanta atrás de nós, tingindo nossas pernas com a cor-da-terra. E essa terra que a gente pisa tem um tom claro, nos remete a lembrancas e nostalgias e, se nos abaixamos e a pegamos na mao, sentimos seus granulos, sua história, seu passado.
Quantos pés, quantas pernas, quantos sonhos já nao passaram por aqui?
E é possível ler através do pó desta terra sobre as amizades que por aqui já peregrinaram - todos coracoes feridos buscando pelo destino ao qual este caminho leva.
Eu levo a mao à terra e sinto sua umidade, seu frescor, e meus dedos, agora tingidos de pó, se elevam para segurar tua mao. Eu te olho e me vejo, e me deleito no teu rosto, nos teus olhos, teu nariz. E me reconheco e te amo como a mim ou mais do que a mim, nesta amizade acima dos litígios da razao.
Mas você me olha calado, distante, reservado, e solta a minha mao.
Você sai correndo por esse caminho onde as pedras, batendo umas nas outras, fazem barulho.
Eu te chamo, eu grito, corro, mas você nao pára... Você olha para trás, mas nao me espera, e vai por esse caminho sem fim que leva a um destino tido como feliz, mas você vai só e me deixa só.
E a fina e leve cortina dé pó de nossos passos se transforma num pesado e grosso véu sob teus passos de elefante.
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Sexta-feira, Dezembro 31, 2004
Eu nao parei com o blog nao!
É que cheguei na Alemanha dia 9 de dezembro e desde entao tenho estado muito preguicoso pra escrever um texto... eu gasto minhas inspiracao com e-mails e daí.. hehehehehehe logo logo publico algo!
Aos meus fans, um beijao!! hehehehehehe
Danjel em Köln, Nordrhein-Westfalen, ALEMANHA.
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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004
Estarei indo hoje para a Alemanha!
Maringá -> Londrina com carro
Londrina -> São Paulo com TAM
São Paulo -> Amsterdam com KLM
Amsterdam -> Colônia com KLM
ufa! vou voar bastante!
Começarei minha jornada às 09h00 e chegarei no destino final às 17h15 do dia 9, quinta-feira.
Agora é viver na minha segunda pátria!
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Quinta-feira, Dezembro 02, 2004
falta 6 dias para eu ir para a Alemanha
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Quarta-feira, Novembro 10, 2004
ainda mais tempo...
falta 28 dias para a minha partida...
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Terça-feira, Novembro 02, 2004
não parei de escrever, só preciso de um tempo...
"Acredito sim que a amizade e o amor sejam eternos, mas não a paciência. Por isso, cuide bem de quem você gosta e de quem gosta de você."
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Terça-feira, Outubro 12, 2004
Ludibria-me a luz
O que é isso que se sente?
O que é isso que te toca sem ter mãos.
Isso que te machuca sendo a mais pura coisa; resumido no mais tenro sentimento, e te dilacera. O que é olhar alguém sentado no chão?
Essas pernas que passam em sentido oposto.
Pernas sozinhas ou acompanhadas, carregando um ou milhares de pensamentos. Entrelaçadas e íntimas ou apenas emparelhadas e frias.
Que são estas luzes suspensas na calçada?
Eu passo diante das luzes e me deixo levar por sua claridade que me escurece cada vez mais, e me omite, e eu quase quero me esconder... mas então eu vejo; eu olho e vejo dois irmãos sentados à parede, um do lado do outro. Calados, inconscientes do momento. Eles quase sem consciência, automáticos, um do lado do outro. Sem saber o porquê de estarem assim - um do lado do outro. Mas quando a ausência de um deles vier, aí eles bem entenderão.
Aí sim a luz suspensa na calçada não me omitirá e eu não vou querer me esconder, mas ao contrário, vou me revelar e sair correndo na tua direção com braços abertos, e me sentir dentro do teu abraço, e beijar tua cabeça sentindo teu cabelo pinicar minha face; e agora o que será só lembrança é a tua ausência.
Eu ando pela calçada e dentro do meu peito circula um vazio como que querendo arrancar o coração pra fora, de uma vez, com tudo, rasgando a pele sem piedade.
Meus pensamentos sobre pernas passam diante dos meus olhos e eu paro, e olho aquele prédio na esquina como em um momento de reflexão; e aquele quarto andar me ludibria; e sua luz acesa, assim como a luz suspensa na calçada, me escurece e me faz querer desvanecer.
Aquela luz não te traz pra mim.
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Sexta-feira, Outubro 01, 2004
A menina do sonho de doce-de-leite
Era uma vez uma menininha que queria comer sonho de doce-de-leite.
Ela procurou por toda a parte na cozinha de sua casa mas não encontrou.
O sonho tinha acabado e agora ela teria de ir até a padaria da esquina para comprar um sonho, mas ela estava com tanta preguiça!
A vontade de comer sonho de doce-de-leite era maior, então ela pegou suas moedinhas, trocou de roupa e foi até a padaria.
Mas que decepção! O sonho de doce-de-leite havia acabado e só havi sonho de goiabada.
Ela ficou tão triste, mas tão triste que ao sair da padaria sentou-se no meio-fio e chorou.
Ela chorou tanto, mas tanto, que ela morreu desidratada.
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Terça-feira, Setembro 28, 2004
Sob o sol
O dia quente. O sol à mostra. Eu de shorts, camiseta e chinelo, e uma sensação de leve prazer pelos raios me tostando a pele. Isso me fez emotivo e me acendeu um desejo de ler, filosofar, gratinar-me ao sol, hidratando-me com uma doce bebida gelada.
A grama pinica um pouco as pernas desnudas e as formigas nos devoram a carne. A mente passando por tantas paisagens, tantas emoções, e pensamentos que vão e vêm, e trazem uma angústia de dar um nó no peito. Um nó que chapa alguma detectaria, nem médico nem remédio o desfaria. Um nó que mesmo em cirurgia permaneceria intacto.
E esse amargo sobe à garganta e sufoca. Perde-se o ar, perde-se o chão.
De soslaio com as pálpebras quase fechadas, procuro, procuro, procuro...
A bebida, um milk shake, está de causar arrepios pelo contraste de raios quentes sobre a pele e o shake gelado sob ela.
O livro aberto entre meus dedos me transporta em pensamentos misturados a sonhos.
Já não sei mais o que é sonho, o que é livro e o que é real.
A grama continua pinicando, mas o sol já não emite um calor assim tão forte.
É bom um momento assim só meu, penso, mas da próxima vez, quero meu amigo do meu lado.
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Sob o sol
O dia quente. O sol à mostra. Eu de shorts, camiseta e chinelo, e uma sensação de leve prazer pelos raios me tostando a pele. Isso me fez emotivo e me acendeu um desejo de ler, filosofar, gratinar-me ao sol, hidratando-me com uma doce bebida gelada.
A grama pinica um pouco as pernas desnudas e as formigas nos devoram a carne. A mente passando por tantas paisagens, tantas emoções, e pensamentos que vão e vêm, e trazem uma angústia de dar um nó no peito. Um nó que chapa alguma detectaria, nem médico nem remédio o desfaria. Um nó que mesmo em cirurgia permaneceria intacto.
E esse amargo sobe à garganta e sufoca. Perde-se o ar, perde-se o chão.
De soslaio com as pálpebras quase fechadas, procuro, procuro, procuro...
A bebida, um milk shake, está de causar arrepios pelo contraste de raios quentes sobre a pele e o shake gelado sob ela.
O livro aberto entre meus dedos me transporta em pensamentos misturados a sonhos.
Já não sei mais o que é sonho, o que é livro e o que é real.
A grama continua pinicando, mas o sol já não emite um calor assim tão forte.
É bom um momento assim só meu, penso, mas da próxima vez, quero meu amigo do meu lado.
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Domingo, Setembro 26, 2004
Vou responder aqui um comment deixado pela Grazi
OI amore!!!! HOJE DEU tempo de deixar um recadinho por aqui... Bom.... naum sei como vc me considera .... mas quero dizer que eu teconsidero um grande amigo mesmo.... te considero muito e que na verdade eu só te provoco com aquelas briguinhas sobre a alemanha ou sobre rico e pobre é que é bonitinho ver vc stressado amore!! e além de tdo engraçado..=) bom... eu sei que vc naum me considera lá essas coisas pq só sabe falar del SAMIR metido no blog !!! hehehe é pode ser um ínicio de ciúme nesse coment.. bom vc vai entender neh.... afinal somos librianos MAS É SÓ PRA VC VIR ME DAR BEIJINHOS .... heheh naum é brincadirinha eu te amoooooooo muito e naum quero que vc vai lá pra sua alemanhaa bléé.... hihih SAUDADDES DESDE JÁ SUA GRANDE AMIGA GRAZI
CIUMENTINHA GRAZI | Email | 16-09-2004 17:30:50
Grazi Amore, eu também te considero muito mesmo!! Você é uma amigona pra mim e eu amo você também. Eu sei que vc pega no meu pé só pra me ver brabo... Não precisa ficar com ciúmes não, porque vc tem um lugarzinho no meu corazón.
Vou ficar com saudades de você na Alemanha... em quem é que eu vou fazer cócegas?? "chic chic chic chic chic chic"
hehehehehehe
Um beijão bem grande!!!!!!!!
**********************************
Deixa eu aproveitar pra dar outro recado pra um outro ciumento aqui:
FERNANDO!!!!! Eu também te amo rapaz!!!!!!!!!!!!!
Abração amigão!!!!!
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Terça-feira, Setembro 14, 2004
O amigo e Apfelschorle.
Ele colocou duas taças ali, sobre o meio-fio, vazias. O coração cheio, um coração e meio - o amigo não entendia direito a situação.
Um carro passou de longe deixando o rastro do som de seu motor, e, à volta do silêncio, os grilos puseram-se a emitir seu canto de ninar novamente.
Eles sentaram-se no chão frio da noite, úmido de orvalho, mas aconchegante e acolhedor, seguro. Ali somente os dois amigos, as taças vazias e uma garrafa de Apfelschorle ainda dentro da mochila. Longe de qualquer barulho, longe de qualquer telefone, longe das inquietações, e o coração pululava.
Ali ele era o senhor do tempo, deste tempo que, de tão bom e precioso, já lhe escapava das mãos com tamanha rapidez, e se ele pudesse, aprisionaria este tempo pra sempre, só pra ficar ali a beber Apfelschorle e dividir segredos.
Um coração e meio, não eram dois totalmente. O amigo distante de entender o significado do momento, apenas ouvia.
Ele falava, ele sorria, o amigo respondia de soslaio, e ele emanava tamanha felicidade por este momento sob o céu negro pontilhado por estrelas e borrado pela lua.
As taças vibraram e a garrafa se abriu.
Ali ele tinha o amigo só pra si, seu confidente e companheiro. Ali ninguém interromperia a conversa, o diálogo, o momento de amizade juntos - dois irmãos. O melhor presente de aniversário, o melhor dia do ano e a melhor bebida do mundo. O amigo, o mais amado da humanidade.
E as bolhas de gás de Apfelschorle borbulhavam na taça e escapuliam pelo ar assim como os minutos pelo relógio, e o abraço que ele deu no amigo apenas tentava manter este tempo ali preso. Pra durar só mais um pouquinho.
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Segunda-feira, Setembro 13, 2004
Olá!
Bem, eu creio que posso dizer um "olá" para começar este texto, pois, pude constatar que pessoas estão lendo meus textos embora não deixem nada escrito nos comments.
Fico feliz por isso.
Só gostaria de esclarecer uma coisa. Algumas pessoas têm-se mostradas preocupadas comigo, e eu agradeço por esse cuidado.
Algumas perguntam que amigo malvado é esse que eu descrevo nos meus textos?
Mas calma gente. Ele não é malvado, e nem estou em um momento difícil na minha vida não.
Meu amigo é super e eu o amo muito mesmo, sem limites!
Hoje mesmo foi um dia maravilhoso, porque eu pude passar quase o dia todo com ele e com os pais dele (quem eu tb amo de paixão - meus pais por adoção).
O que acontece nos meus texto é a evocação de algumas emoções afloradas em determinados contextos da minha vida.
Vocês devem notar que na maioria dos textos o que eu evoco é uma nostalgia degringolante, e isso é bom, porque significa que eu desejaria que ele estivesse comigo, e desabafo o fato incômodo de que muitas vezes meu amigo não está comigo. Este é o fato ruim - ele não estar comigo naquele momento. E se ele estivesse faria uma grande diferença.
Como o exemplo do dia 30 de março e 7 de setembro.
Em ambas as datas estive na mesma cidade pequena e chata, mas no dia 30 foi super legal apesar da cidade ser horrível. E foi super legal porque meu amigo estava comigo. Já no dia 7, foi super chato, porque ele não estava lá.
A idéia que quero passar é que, estando com o melhor amigo, não importa onde você está, ou o que você está fazendo. O teu amigo é o legal, o importante.
É como hoje depois do almoço. Ele disse: "O que você acha da gente locar um filme, porque não tem nada de legal pra gente fazer."
Aí eu respondi: "Pra mim tanto faz, não me importa o que a gente vai fazer."
O que importava pra mim, e o que importa até agora e sempre, é somente estar com ele. Se é no sítio, em Santo Inácio, em Sarandi, no shopping, onde quer que seja, vai estar legal, porque ele vai estar lá comigo.
São estas emoções que eu evoco. A necessidade de um amigo companheiro e cumplice, que esteja ao meu lado sem que eu precise pedir.
E essas emoções são tão fortes pra mim, que eu as coloco em meus textos, e apesar de algumas queixas minhas surgirem, não significa que eu esteja "bravo" ou "magoado" com meu amigo.
Eu desejaria que meu amigo pudesse entender algumas das minhas emoções nestes textos, mas não posso exigir isso dele, uma vez que seu temperamento é diferente do meu.
Eu amo cantar a Amizade. Este é o sentimento mais belo, mais profundo criado por Deus.
A Amizade é a base de todos os outros relacionamentos.
Ela é pra mim um sentimento muito importante e que eu valorizo muito.
Então você pode imaginar o icomensurável valor do meu melhor amigo pra mim, uma vez que a Amizade é o sentimento que mais me toca.
E você que está lendo isso e é meu amigo(a), não pense que eu gosto pouco de você só porque eu chamo o Samir de melhor amigo, e escrevo os textos muitas vezes inspirado na nossa amizade.
Se você que está lendo é meu amigo(a), eu gosto muito de você.
Eu sinto assim: conhecidos temos milhares, colegas temos muitos, amigos temos poucos, e melhores amigos temos um só.
O Samir diz que não é bem assim. Ele diz que é possível se ter mais de um melhor amigo. Mas eu digo uma coisa agora saindo do meu coração: eu acho meio complicado quando o seu melhor amigo tem outro melhor amigo... O Samir tá me provando que é possível mesmo se ter mais de um melhor amigo, mas isso às vezes me deixa enciumado, e é aí que está a complicação.
Pra terminar este texto de hoje, só gostaria de dizer que achei legal uma coisa que mais de uma pessoa já me disse em relação à minha amizade: "Esse Samir é sortudo heim!"
É como eu já disse para o Samir, a minha amizade em relação a ele é como aquela descrita em I Samuel 18 na bíblia.
E gostaria também de dizer ao tio Calil e tia Miriam o quanto eu os amo, e que você são meus pais por adoção, e dizer o quanto é importante todo o carinho que vocês demonstram por mim!
Não creio que o tio Calil e a tia Miriam lerão este blog... mas ainda assim deixo registrado.
Por hoje é só...
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Sexta-feira, Setembro 10, 2004
Esse calor infernal. Esse calor fora de época.
O coração salta como que rufo de tambores e o calor me dilata o crânio, me faz mal.
Eu sento na carteira, oh Deus, ainda preciso fazer três provas... o raciocínio não funciona, minha mente não se concentra, minhas mão trêmulas apertam minha face em busca de alívio.
Que raiva! Eu sempre sei o que fazer! Na minha mente tudo é tão claro, tão simples!
Segure o amigo pela nuca, olhe nos olhos e lance o convite, depois insista e deixe um sorriso no ar. Volte como quem esqueceu de dizer algo, esboce um abraço e sussurre um "eu te amo". Perfeito!
Mas o que faço é, como um caipira, bater em seu braço e murros ardidos, gritar em seu ouvido a insistência irritante desse convite, e deixar metade do que tinha planejado cair por terra... dizer eu te amo... isso ficou pra depois, de novo pra depois...
O corpo tremeu dos pés aos fios escuros de cabelo e o coração, e a mente, onde estava?, ah não! São tantas questões!
A, B, B, B e C, acho que assim tiro um 4,0... ah que importa?... que raiva! ele nem está pensando em mim agora, e eu aqui com coração na mão por causa dele.
Ah acabei essa prova... mas não ele, mas não vou esperá-lo... ah não quero falar-lhe agora...
depois o procuro e ele aceita o convite.
Eita amigo duro! Preguiçoso!
E vou.
Amigo, só queria te convidar pra tomar uma casquinha no Mc.
Na verdade eu nem estou com vontade de comer sorvete... é que não achei um pretexto melhor pra você conversar um pouco comigo.
E penso: "Amigo, me diz amigo" e não digo. Ele não diz.
E o coração pulula e palpita, a mão formiga e treme.
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Esse sentimento quase inesgotável de amizade. Essa lealdade, essa necessidade, isso, às vezes, atormenta.
Mas antes este tormento tenro que o coração duro e frio.
A Amizade acalenta o espírito e torna o caminho mais interessante. Ao lado do amigo, o pior lugar do mundo é divertido.
Conversas tolas, pensamentos vãos... um amigo é melhor que um irmão.
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Terça-feira, Setembro 07, 2004
Mais um final de semana com situações semelhantes àquelas do dia 30 de maio de 2004.
Semelhantes, mas sem a mesma essência.
Esse fim de semana junto ao feriado de independência foi, diferentemente do dia 30 de maio, horrível. Exceto por alguns momentos.
As mesmas ações - dia 30 com o amigo; dia 7 de setembro sem o amigo.
ainda bem que esse dia 7 já está no fim...
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Sábado, Agosto 28, 2004
I, Robot
I, Electric
I, Modern (...)
Um montão de mousse de maracujá, quase congelado... Hmm parece sorvete...
E essa tosse... ahh não quero nem saber... Sukita bem gelada e mousse de maracujá quase congelando...
Sozinho não tem graça... cadê meu amigo?
É melhor com ele junto...
Ontem... uma hora da manhã e eu sozinho no ponto de ônibus em frente ao Shopping Cidade.
Uma hora da manhã e eu andando sozinho pelas ruas de Maringá...
Foi legal, mas sozinho não tem a graça que teria com meu amigo junto...
Será que um dia meu amigo vem junto?
(...)
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Quarta-feira, Agosto 25, 2004
Como explicar essa necessidade de relacionamento humano?
Não se pode muito bem explicar, mas sabe-se que o ser-humano é capaz de sentir o "irreal", ter emoções, e todos, sem excessões, necessitam de contato humano, relações, afeto e ternura.
Não se sabe dizer o porquê disso, embora se possa entender que isso existe.
O homem é um ser social que pereceria se ficasse só.
Pereceria dentro de si, sozinho, escuro, anulado por uma solidão depressiva e embolorada.
Uma frustração de uma amizade sem objetivos, nula, sem direção...
Onde vamos parar meu amigo? Se é que vamos a lugar algum...
Qual é o limite de uma amizade?
I'm so sorry friend... esqueci que pra você tudo isso é viadagem...
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Domingo, Agosto 22, 2004
Nossa, que saudade deste blog!
Que saudade de escrever aqui!
Bem, acho que agora eu vou ter um tempinho pra escrever.
Mas agora eu não quero escrever criando, mas apenas descrever um pouco do que passei nestes últimos dias.
Mas tomarei o cuidado pra não transformar este blog num diário.
Às vezes eu descrevo sim algo que fiz, ou alguma situação, mas pediria que você entendessem a essência disso.
Se eu relatar algo, não é simplesmente por contar, mas espero poder transmitir um pouco da essência do momento, da magia, do sentimento.
Mês passado estive em São José dos Campos e em Campinas numa conferência e campanha missionárias.
De lá voei direto à Alemanha para o congresso TeenStreet, onde estive trabalhando no grupo de teatro.
E agora estou aqui no Brasil a passeio, pois dia 10 de Dezembro volto pra casa, volto para a Alemanha.
Momentos que não passariam de momentos, não fossem as relações humanas e complexidade de um coração.
Um coração regido por uma alma carregada de sentimentos, vontades e sensações.
E é por isso que eu gosto de Antoine de Saint-Exupéry.
Ele consegue, assim como poucos, captar o essencial, que, segundo ele, é invisível aos olhos.
E é por isso que cada vez mais tenho tentado ver com o coração.
Ver com o coração implica em buscar a interpretação da situação, do gesto, do abraço.
Sentir o que paira no ar de um diálogo. O assunto? Este não importa, mas sim o momento, a relação humana.
Se eu vou a um restaurante ou se eu vou lavar meias com meu amigo, isso não importa, o que importa é meu amigo. O que vamos conversar? E daí? Isso não tem a menor importância. Importa que conversemos, que nos comuniquemos e que este essencial, que só se vê bem com o coração, seja transportado de um ao outro e isso saciará a sede de almas desesperadas por ternura e carinho.
Relação humana. Contato humano.
Um abraço, um beijo, um colo, um ombro, um peito.
Proteção, carinho, descanso, consolo, abrigo.
Nem todos vêem esta relação. Mas isso já não me espanta mais, uma vez que as pessoas não mais procuram o essencial.
Elas sentem que algo falta, não é à toa que tanta gente sofre de solidão, mas ainda não procuram o essencial.
O abraço de proteção, o beijo de carinho, o colo de descanso, o ombro de consolo e o peito que abriga.
Ah! Eu já não me espanto com a falta disso, mas lamento...
Eu preciso da tua amizade, pois às vezes necessito descansar fora deste corpo, abrigar-me no teu peito e por algum tempo esquecer que na vida há desespero.
"Love you" foi o sussuro. Sim, um sussurro envolvido num abraço.
Como eu precisava disso!
Eu sabia que alguma coisa estava me incomodando, eu estava inquieto, mas não sabia bem o que era, era como aquele barulho que te atormenta mas você não se dá conta de que é o barulho que está tirando sua paz.
E o abraço veio, e tudo dentro de mim mudou. E foi como dar-se conta do barulho que incomoda, e desligá-lo.
Esse abraço de um novo amigo vindo de uma pequena cidade dos Estados Unidos.
Um abraço acompanhado de um "Love you!" cochichado.
Yes, I love you too, my USAn friend!
Já é hora de parar. Ainda há muito a ser escrito, mas agora não estou mais conseguindo pensar ordenadamente.
Preciso dormir. Sonhar com o abraço e o sussurro. Matar a saudade esmagadora que sinto daqueles expressivos olhinhos apertadinhos vindos de Michigan.
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Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Estou neste exato momento em Oldenburg, norte da Alemanha, no congresso TeenStreet 2004.
Estou somente dando sinal de vida, pois agora jah sao 23h30 no horario local e todos devem se recolher.
Ate a volta!
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Quinta-feira, Julho 22, 2004
Olá pessoas!
Estou agora na base da OM Brasil em São José dos Campos.
O congresso Global Challenge foi muito legal, pena que cheguei só perto do final, e depois fomos à campanha em Campinas.
Na campanha pudemos estar sentindo um pouco mais do que é missões e cada vez mais tenho certeza do chamado de Deus pra minha vida. Cada vez mais apaixonado por Jesus!
Estive em Campinas até ontem e então voltei a São José dos Campos e amanhã vou a Guarulhos para então voar até o Rio de Janeiro e de lá até Frankfurt na Alemanha!
Deus realmente é fiel e Ele tem sido maravilhoso comigo!
Todo o louvor e a adoração sejam ao único Rei e Senhor, Jesus!
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Quarta-feira, Julho 14, 2004
Estou indo a São José dos Campos para o congresso Global Challenge da OM.
Talvez dia 23, já direto de São Paulo, vou à Alemanha para o congresso TeenStreet também da OM.
Não é certeza minha ida à Alemanha agora em julho, mas já os previno que, caso eu vá à Alemanha, volto lá pelo dia 10 de agosto.
Se eu não for à Alemanha, acredito que lá pelo dia 25 de julho estarei de volta.
beijos e abraços
Danjel
visite meu fotolog !
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Quinta-feira, Julho 08, 2004
Atendendo a pedidos farei, aqui, a tradução destes últimos poeminhas que eu postei.
O ruim é que em português eles vão perder rimas e estrutura, aí pode parecer bem bobinho, e nem sempre as palavras de outro idioma têm o mesmo peso do português, mas tudo bem, o que vale é o conteúdo!
* * *
Longe do melhor amigo
Uma foto sua na minha parede.
Você sabe que eu nunca entendi.
Já estou há dois anos aqui.
Na minha frente está uma carta sua.
Estou sozinho. Você não está aqui.
Saudade tenho somente de você.
Tradução de Weit von dem besten Freund, Daniel Alcântara
* * *
Canção da Tocadora de Harpa
(...)
Hoje, só hoje
Estou tão bela;
Amanhã, ah amanhã
Tudo tem de acabar!
Somente esta hora
Você ainda é meu;
Morrer, ah morrer
Devo sozinha.
(...)
Tradução de Lied des Harfenmädchens, Theodor Storm
* * *
A Fumaça
A casinha sob
Árvores ao lago.
Do telhado sobe fumaça.
Faltasse ela
Quão sem consolo seriam então
Casa, árvores e lago
Tradução de Der Rauch, Bertolt Brecht
* * *
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